Motocicleta chega à Índia com motor de 443 cm³ emprestado da Scram 440, câmbio de seis marchas e visual que remete à geração original da linha aventureira
A Royal Enfield apresentou nesta sexta-feira, dia 4 de setembro, a nova Himalayan 440 no mercado indiano. O modelo resgata boa parte do visual e da proposta da antiga Himalayan 411, mas chega equipado com o motor de 443 cm³ que também equipa a Scram 440, além de câmbio de seis marchas e atualizações em suspensão, freios e equipamentos.
A novidade chega ao mercado indiano pelo equivalente a cerca de R$ 12,4 mil em conversão direta, valor de 229.000 rupias que não considera impostos, frete e outros encargos aplicáveis no Brasil. Na Índia, a Himalayan 440 será vendida ao lado da atual Himalayan 450 e passa a ocupar a posição de aventureira mais acessível do portfólio da marca.
A proposta da recém-chegada é diferente da Himalayan 450. Enquanto a geração atual utiliza uma plataforma mais moderna e sofisticada, a 440 recupera a fórmula mais simples que marcou a Himalayan 411, moto que ajudou a consolidar a marca britânica de origem indiana no segmento de motos aventureiras acessíveis. O lançamento acontece justamente no ano em que a família Himalayan completa dez anos de existência.
Motor vem da Scram 440 e ganha mais potência
O principal avanço mecânico da Himalayan 440 está no motor. A moto utiliza o monocilíndrico de 443 cm³, refrigerado a ar e óleo, o mesmo conjunto que equipa a Scram 440. O propulsor entrega 25,4 cv a 6.250 rpm e 3,47 kgf.m de torque a 4.000 rpm, números que representam um ganho de 1,3 cv e 0,2 kgf.m em relação à antiga Himalayan 411.
O aumento de cilindrada foi obtido principalmente pelo diâmetro maior do cilindro, que passou de 78 mm na 411 para 81 mm, enquanto o curso permanece em 86 mm. A nova moto também deixa para trás o câmbio de cinco marchas da geração anterior e passa a utilizar uma transmissão de seis velocidades, com a sexta relação voltada ao uso rodoviário e as marchas mais baixas revisadas para melhorar o controle em velocidades reduzidas.
O conjunto conta ainda com alimentação por injeção eletrônica, comando de válvulas do tipo SOHC e taxa de compressão de 9,5:1, características que reforçam o caráter simples que sempre marcou a linha Himalayan desde sua criação.
Suspensão e chassi priorizam o uso fora de estrada
Apesar de compartilhar motor e transmissão com a Scram 440, a Himalayan 440 recebeu uma configuração própria voltada ao uso fora de estrada. A roda dianteira tem 21 polegadas, enquanto a traseira utiliza aro de 17 polegadas, ambas raiadas e equipadas com pneus de proposta mista. A Scram 440, em comparação, utiliza uma roda dianteira menor, de 19 polegadas.
A suspensão dianteira conta com garfo telescópico de 41 mm e 200 mm de curso, enquanto a traseira utiliza monoamortecedor com sistema de link e 180 mm de curso. O vão livre do solo chega a 220 mm, número expressivo para o segmento. A estrutura é baseada em um quadro do tipo tubular de berço duplo, e o tanque de combustível mantém capacidade para 15 litros.
Com 1.460 mm de entre-eixos, 800 mm de altura do assento e 199 kg em ordem de marcha, a Himalayan 440 mantém uma ergonomia próxima à filosofia que consagrou a antiga 411 entre os motociclistas que valorizam simplicidade e leveza na condução.
Painel mais simples e novidades em freios
Uma das mudanças mais visíveis em relação à 411 está no painel de instrumentos. A geração anterior contava com um conjunto repleto de mostradores, incluindo velocímetro, conta giros, marcador de combustível e bússola digital. Na 440, a Royal Enfield optou por uma solução mais enxuta, com velocímetro analógico combinado a uma tela digital, acompanhada pelo módulo de navegação Tripper.
A tela digital reúne informações como nível de combustível, posição da marcha, hodômetro e dados de viagem, enquanto o Tripper oferece navegação curva a curva. Outra novidade é a adoção de uma porta USB tipo C, além de um conjunto óptico atualizado com farol de LED, mantendo o desenho geral fiel aos elementos que remetem diretamente à Himalayan 411.
No sistema de frenagem, a Himalayan 440 utiliza disco de 300 mm na dianteira, com pinça flutuante de dois pistões, e disco de 240 mm na traseira. O ABS é de dois canais, mas permite desligar a atuação na roda traseira por meio de um comando no guidão, recurso útil em trechos de terra, onde o travamento controlado da roda de trás pode facilitar determinadas manobras.
Chegada ao Brasil ainda é incerta
As reservas da Himalayan 440 foram abertas na Índia no mesmo dia do lançamento, e as primeiras unidades já haviam sido vistas em estoques de concessionárias antes da apresentação oficial, o que sugere que a chegada às lojas deve ocorrer em um intervalo curto. A Royal Enfield, no entanto, ainda não divulgou uma data específica para o início das entregas aos clientes indianos.
No Brasil, a marca já comercializa a Himalayan 450, que se tornou um dos modelos mais vendidos da Royal Enfield no país, com mais de cinco mil unidades emplacadas entre janeiro e agosto deste ano, segundo dados da Fenabrave. Sobre a nova Himalayan 440, por enquanto não há qualquer confirmação sobre um eventual lançamento no mercado nacional, o que mantém em aberto a expectativa dos motociclistas brasileiros interessados em uma versão mais simples e acessível da linha aventureira.
Fontes:
https://motociclismoonline.com.br/noticias/royal-enfield-himalayan-440-preco-motor-novidades/
https://motociclismoonline.com.br/noticias/royal-enfield-scram-440-estreia-oficialmente-na-india-vem-ao-brasil/
